domingo, 9 de março de 2014

Um Rosto no Computador - Marcos Rey


     "Um rosto no computador" era um dos livros da Coleção Vaga-lume que eu estava com uma grande curiosidade para ler, por isso, na madrugada de hoje (enquanto minha insônia estava "bombando") eu resolvi que iria começar a lê-lo. As páginas foram passando e o sono não chegava. Quando vi, eram 6 da manhã e eu chegara ao fim de mais uma história policial maravilhosamente escrita por Marcos Rey.
      A história faz parte de uma espécie de quadrilogia dentre os livros de Marcos Rey porque é o quarto livro em que o trio formado pelos personagens Léo, Ângela de Gino investigam algum crime junto à polícia e conseguem resolvê-lo (os três anteriores são: O mistério do cinco estrelas, O rapto do garoto de ouro e Um cadáver ouve rádio). Entretanto, eu cheguei ao fim do livro sem saber o motivo pelo qual ele se chama "Um rosto no computador". Fiquei refletindo sobre isso até que peguei no sono.
     A história começa com a protagonista, chamada Camélia, embarcando clandestinamente num voo de Salvador a São Paulo, cidade onde procuraria pelo professor Bandeira (professor porque há muito tempo o mesmo ensinava um grupo de jovens mulheres a roubar) que agora era dono de uma agência de modelos em busca de tornar-se uma. 
     Camélia era menor e isso atrapalharia sua participação no concurso de beleza que iria ocorrer dentro em breve no Emperor Park Hotel (local onde Léo trabalhava). Bandeira então falsifica os documentos de Camélia, assim, juntamente com Viviam (outra modelo da agência de Bandeira) ela poderia participar do concurso cujo prêmio seria de 50.000 dólares além de contratos no exterior. (Camélia mandara sua foto para Bandeira antes de chegar a São Paulo e a Bandeira interessava que Camélia ganhasse o concurso para que ele cobrasse sua comissão).
     Há também um personagem cujo nome não é dito na história (apenas sua inicial - J) que vai hospedar-se no hotel enquanto seu pais viajam pela Europa. Esse personagem possui problemas psicológicos e uma de suas incessantes manias era a de recortar e colecionar fotos de mulheres belas que apareciam em revistas e jornais.
     Camélia, cujos pais já morreram, morava em Salvador com os tios. Quando ela foi para São Paulo ela apenas deixou um bilhete para eles, mas sem contar seu destino. Como a beleza de Camélia chamava a atenção dos fotógrafos, seu rosto já estampava dezenas de revistas e já aparecia na tevê, assim, seu tio descobriu seu paradeiro e foi em busca da menina. Camélia tentou fugir de seu tio de vária maneiras, mas na última tentativa, ela fora sequestrada .
   Uma coisa legal acerca desse livro é que nós leitores ficamos sabendo quem é o responsável pelo sequestro antes do trio composto por Léo, Ângela e Gino. Para terminar meu texto (e de certa forma deixa-los curiosos para ler o livro) eu apenas direi mais duas coisas: Camélia recebera quatro vezes um enorme buquê de camélias com um mesmo bilhete em todos eles contendo a seguinte frase "Você ainda será minha"; e Gino comprara um computador (talvez o "rosto" faça alusão às pistas do sequestro que Gino ia digitando nele).
     É um livro dedicado ao público infanto-juvenil, por isso possui leitura bem fluida e tranquila (possui 119 páginas - 1ª edição) além de ser uma das histórias policiais mais interessantes que eu já li.





Como mostra a imagem acima, eu paguei R$7,00 por ele num sebo aqui de Uberlândia.



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