sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Metamorfose - Franz Kafka


Hoje eu vou falar um pouco sobre o que eu achei da obra "A Metamorfose" de Franz Kafka. Inicialmente eu tenho a dizer que este é um livro curto e fácil de ser lido em um único dia. A escrita de Franz Kafka não é rebuscada e consegue te envolver facilmente nessa narrativa angustiante, mas ao mesmo tempo prazerosa.
     A edição que eu possuo, cuja tradução foi feita por Lourival Holt Albuquerque, pertence à Coleção Abril Clássicos e foi publicada em Abril de 2010. Em relação à história eu afirmo: uma das melhores que eu já li.
     A narrativa gira em torno de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que após uma noite de sono conturbado, vê-se transformado em um inseto. Em nenhum momento ele e sua família se questionam qual a razão de tal fato ter ocorrido, assim, o que ambos fazem é continuar suas vidas da maneira possível, considerando a nova condição do provedor da casa.
     Sem perder sua consciência humana, porém, sem poder se comunicar, Gregor vira alvo de asco de seus familiares, que passam a ter novas responsabilidades a partir do momento em que o filho e irmão não consegue mais sustentar a casa. Assista ao vídeo abaixo para obter mais detalhes sobre a obra e o livro.






----------------------AVISO DE SPOILERS----------------------

Como eu realmente espero que vocês leiam o livro, eu coloquei esta parte separada do corpo da postagem. É o seguinte: eu havia lido apenas alguns trechos dessa história no material do Kumon de português, mas não tinha ideia sobre como Franz Kafka conduziria a narrativa até o fim, logo, eu perguntei a opinião de algumas pessoas sobre o livro e uma delas disse que o final da história era surpreendente. Isso me fez criar algumas expectativas que atenuadamente me frustraram. Vou explicar: de certa forma (mesmo tendo lido só o primeiro capítulo até então) eu "já sabia" que Gregor não voltaria à sua condição humana e acabaria morrendo, mas eu imaginei "mil" outras maneiras para que isso acontecesse sem nem pensar na maneira  como ele realmente  morre. 1º Eu pensei que ele perderia sua consciência humana. 2º Eu pensei que ele atacaria inconscientemente algum de seus familiares. 3º Eu pensei que seu pai ou irmã o mataria. Estas foram algumas das hipóteses que eu fiz e que eu realmente imaginei estarem na história, mas que por fim não estavam. É claro que isso não desqualifica, muito menos abaixa o meu conceito em relação ao Kafka, apesar de eu esperar um final um pouco mais movimentado.


2 comentários:

  1. E ae Roger. Estive lendo esse post seu. Gostaria de comentar algumas coisas.
    A primeira é que eu acho que é meio difícil classificar Kafka como realista fantástico. Normalmente essa classificação se refere a autores latino-americanos.
    A segunda coisa é (acredito que a opinião de quem achou o fim do livro surpreendente é minha rs.) que o final do livro é mesmo surpreendente. Não é que deixou de ser movimentado. Mas ainda acho surpreendente o modo como a metamorfose é de forma alguma do protagonista, mas sim de sua família, e só podemos ver isso no final.
    O desfecho do livro é bastante instigante a pensarmos em vários assuntos para o início do século XX. Pra mim, esse final foi quase um deus ex machina. É minha opinião, e, mesmo discordando nesse aspecto, achei seu post bem legal. Vou ver o vídeo depois.

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  2. Oi Lucas, a opinião sobre o livro ser surpreendente foi a sua mesmo. A Metamorfose não deixou de ser surpreendente, o que me atrapalhou foram as expectativas que eu havia feito. De qualquer modo, obrigado pelo comment e volte sempre.

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